As deformidades do tórax, ou pectus, podem ser do tipo carinatum, excavatum ou misto, sendo observadas com frequência na prática médica. Existem estudos descrendo uma prevalência populacional do pectus variando de 1% a 3,6%, sendo alguns com maior frequência do tipo carinatum e outros do tipo excavatum. Na série de casos do ortopedista Prof. Dr Davi Haje e seu pai (Dr. Sydney Haje), descrita em 2024 em um dos principais livros da ortopedia nacional, foram descritos 9244 casos, em centro de referência em tratamento não cirúrgico, sendo diagnosticado o pectus carinatum em 6286 pacientes (68%) e o excavatum em 2958 (32%). Todavia, há um grande número de autores, principalmente em séries cirúrgicas, que apontam maior prevalência do excavatum.
As deformidades torácicas Pectus Excavatum e Pectus Carinatum são condições congênitas ou que aparecem no período do crescimento, em especial na pré-adolescência e adolescência. Elas afetam a aparência do tórax, mas possuem características anatômicas marcadamente distintas. O Pectus Excavatum, também chamado de tórax em funil ou peito de sapateiro no linguajar leigo, é caracterizado por uma depressão na parede torácica, incluindo a região do osso esternal, criando uma aparência afundada na parte central do peito, podendo ser simétrica ou assimétrica. Em alguns casos, essa depressão é perceptível desde a infância e tende a se agravar durante a adolescência devido ao crescimento acelerado do tórax. Mas a maioria relata aparecimento na pré adolescência e adolescência. Além do impacto visual, quando existe um afundamento, no caso de pectus excavatum, essa conformação pode comprimir órgãos internos, como os pulmões e o coração, ocasionando sintomas como falta de ar, fadiga e, em alguns casos, dor torácica.
Já o Pectus Carinatum, ou tórax em quilha ou peito de pombo no linguajar leigo, apresenta uma protrusão para frente do esterno e das cartilagens costais adjacentes, conferindo ao peito uma aparência “arqueada” ou “saltado para fora”. Ao contrário do Excavatum, o Carinatum não causa compressão no órgãos internos. Contudo, pode ser motivo de desconforto psicológico, especialmente em adolescentes que enfrentam mudanças corporais e preocupações estéticas.
O pectus na maioria das vezes é idiopático, mas em raros casos pode estar associado a síndromes, como a de Marfan.
Pacientes com pectus tem uma alta prevalência de escoliose e cifose associada. Além disso é comum histórico familiar em 55% dos pacientes analisados pelo Dr Davi Haje.
Essas diferenças anatômicas e suas possíveis repercussões tornam crucial uma avaliação médica detalhada para determinar o impacto funcional e psicológico de cada caso. Entender essas distinções é o primeiro passo para escolher o tratamento mais adequado e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Estudos clínicos
Diversos estudos clínicos destacam a importância de um diagnóstico precoce e de intervenções personalizadas para minimizar as repercussões físicas e psicológicas. Assim, promover um acompanhamento multidisciplinar, que inclua suporte médico e fisioterapêutico, é fundamental para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes. Essas medidas são essenciais.
O uso de tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) fornece uma avaliação tridimensional completa da parede torácica e do posicionamento de órgãos internos, mas para realizar o tratamento não-cirúrgico idealizado pelo Dr Sydney Haje e aprimorado pelo Dr Davi Haje, raramente é um exame essencial, mas pode ser usado para acompanhar os resultados do tratamento. Na TC, o índice de Haller é amplamente utilizado para classificar a severidade do Pectus Excavatum, enquanto escalas específicas podem ser aplicadas no Carinatum. Nas publicações de Dr Davi Haje e Sydney Haje foram criados e estudados vários índices torácicos e esternais.
Em alguns casos, profissionais podem recorrer à ecocardiografia e teste cardiopulmonar (ergoespirometria) para verificar a função cardíaca e identificar eventuais compressões do coração.
Tratamentos Não Cirúrgicos
A adoção de tratamentos não cirúrgicos criados e aprimorados pelo Dr Sydney Haje e Dr Davi Haje tem mostrado resultados muito bons sobretudo em casos de pacientes aderentes ao tratamento.
A flexibilidade do tórax do tórax também pode dar um pronóstico ou influenciar nos resultados, especialmente em pacientes em fase de crescimento, pois a parede torácica ainda se encontra mais maleável, o que facilita a remodelação óssea. Mas na Clinica Orthopectus temos muitos adultos aderentes ao tratamento não cirúrgico com resultados positivos.
O tratamento do pectus carinatum e excavatum são realizados com uma ou duas órteses compressor dinâmico de tórax ajustável 1 e 2 (CDTA) associado a exercícios específicos.
Dr Davi Haje em caso de pacientes com pectus excavatum foi o primeiro no mundo a associar o CDTA 2 a um dispositivo á vácuo, melhorando mais ainda o resultado do pectus excavatum com método não cirúrgico. Existem várias marcas de dispositivo á vacuo, e no Centro Clinico Orthopectus Dr Davi Haje tem todos eles disponíveis para serem testados e possivelmente indicados. Vale ressaltar que, tanto no Pectus Excavatum quanto no Pectus Carinatum, esses tratamentos exigem disciplina e acompanhamento especializado para garantir eficiência e segurança. O controle periódico com profissionais de saúde permite ajustes contínuos e resultados mais satisfatórios ao longo do tempo.
Tratamentos Cirúrgicos
Na visão do Dr Davi Haje, a cirurgia deve ser a última alternativa devido a risco e pelo fato do tratamento não cirúrgico resolver muitos casos.
Caso você ou alguém de sua família precise de acompanhamento especializado e queira conhecer mais sobre as opções de diagnóstico e tratamento, entre em contato com o Centro Clínico Orthopectus. Referência no assunto em Brasília, a clínica reúne uma equipe multidisciplinar pronta para oferecer atendimento personalizado, garantindo conforto, confiança e resultados efetivos em todas as etapas do processo de cuidado.
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Doutor em Ortopedia pela USP. Especialista em Deformidades do Tórax e Coluna, Ortopedia Pediátrica e Cirurgia do Pé e Tornozelo de Adultos e Crianças | CRM-DF 11077
- Dr. Davi Haje
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