O Dr. Ponseti revolucionou o tratamento do pé torto congênito pelo método que leva o seu nome. É o nosso método de escolha na Clínica Orthopectus por ser o que apresenta melhores resultados na literatura médica e na nossa experiência. O Prof. Dr. Davi Haje tem experiência reconhecida mundialmente no método Ponseti, inclusive com publicação internacional sobre o assunto numas das revistas científicas mais importantes e de maior impacto da Ortopedia Mundial, a Journal Bone and Joint Surgery – Case Connector.

Caso na sua ecografia gestacional tenha sido visualizado que seu filho (a) seja portador de pé torto congênito, não se desespere e fique ciente que o tratamento tem uma elevada chance de resolver o problema de forma satisfatória. Nesses casos de diagnóstico pré-natal recomendamos uma consulta antes do nascimento para esclarecer dúvidas e planejamento de eventual tratamento. Digo eventual tratamento, pois nem todos os pés visualizados na ecografia como sendo tortos necessitam realmente de tratamento, pois uma minoria se enquadra como um pé torto postural, que pode melhorar espontaneamente, com manipulações ou com poucos gessos. Mas a maioria ao nascimento se revelam realmente como pés tortos (pé equino, cavo, varo, aduto e supinado), que são mais rígidos, e que necessitam ser tratados pelo método de Ponseti.

O método de Ponseti consiste basicamente de realizar uma técnica de manipulação gessada, sendo o gesso colocado até a base da coxa (gesso cruropodálico), e o pé posicionado dentro do gesso por médico treinado no método. As trocas gessadas são realizadas, em média, a cada 7 dias, com um total médio de 5 a 7 trocas. Após essa última troca gessada esperamos que a maioria das deformidades estejam corrigidas (cavo, varo, aduto), salvo o equinismo. Esse equinismo é corrigido geralmente com uma tenotomia percutânea um pequeno “pique” de cerca de 3 mm na região do tendão calcâneo (chamado antigamente de tendão de Aquiles) feita a nível de ambulatório com anestesia local, conforme descrito originalmente pelo Dr. Ponseti. Existem médicos que preferem fazer o procedimento da tenotomia em centro cirúrgico sob sedação ou anestesia geral, mas considero a anestesia geral um risco desnecessário nessa situação.

Após a tenotomia para correção do equinismo o pequeno paciente é mantido com o gesso mais cerca de 3 semanas, sendo que é colocado numa órtese de Denis-Browne ou de dupla-abdução conforme recomendado pelo Dr. Ponseti. O protocolo de uso da órtese é explicado em consultório. Outras órteses que não sejam as recomendadas pelo Dr. Ponseti tem maior chance de levar a recidiva ou volta da deformidade.

*Os resultados abaixo expostos não significam que o mesmo acontecerá com outros casos semelhantes, pois particularidades existem para cada paciente. Os exemplos aqui demonstrados visam apresentar o alcance terapêutico em determinadas patologias.

Powered by themekiller.com watchanimeonline.co